Alopecia: doença que causa queda de cabelo e afeta a autoestima

Alopecia: doença que causa queda de cabelo e afeta a autoestima
1 8 novembro 2017

A Alopécia é uma doença caracterizada pela perda de cabelos do couro cabeludo ou de qualquer outra região do corpo. Nesta doença, o cabelo cai em grandes quantidades em determinadas áreas, proporcionando a visualização do couro cabeludo ou da pele que antes era coberta por cabelos ou pelos corporais. Ela possui diversas causas e, consequentemente, diversas formas de tratamento.

Em alguns casos, pode haver perda total de todos os pelos do corpo, inclusive cílios. Esse problema é comum em cerca de 1 a 2% da população.

 

Tipos de alopecia:

  • Alopecia areata: causada por fatores auto imunes ou sistema emocional abalado, caracterizada por intensa queda de cabelo em determinadas áreas.
  • Androgenética: também chamada de calvície, é causada por fatores genéticos, associados à taxa de testosterona na corrente sanguínea, e por isso é mais frequente nos homens;
  • Traumática: causada pelo fato do indivíduo ter o hábito de arrancar os fios de cabelos constantemente ou por traumatismos na cabeça;
  • Devido ao efeito colateral de medicamentos, como, por exemplo, os utilizados no combate ao câncer;
  • Seborreica: causada por uma dermatite, que pode ser tratada com o uso de medicamentos;
  • Eflúvio: o eflúvio é um período normal em que o cabelo cai naturalmente, mas quando este mecanismo encontra-se desregulado, pode haver um período maior de queda de cabelo, que geralmente responde bem aos tratamentos clínicos.

 

Alopecia Areata:

Alopecia areata é uma doença autoimune que provoca a queda de cabelo.

Diversos fatores estão envolvidos no seu desenvolvimento, como a genética e a participação autoimune. Os fios começam a cair resultando mais frequentemente em falhas circulares sem pelos ou cabelos. A extensão dessa perda varia, sendo que, em alguns casos, poucas regiões são afetadas. Em outros, a perda de cabelo pode ser maior. Há casos raros de alopecia areata total, nos quais o paciente perde todo o cabelo da cabeça; ou alopecia areata universal, na qual caem os pelos de todo o corpo. A alopecia areata não é contagiosa.

Fatores emocionais, traumas físicos e quadros infecciosos podem desencadear ou agravar o quadro. A evolução da alopecia areata não é previsível.  O cabelo sempre pode crescer novamente, mesmo que haja perda total. Isto ocorre porque a doença não destrói os folículos pilosos, apenas os mantêm inativos pela inflamação. Entretanto, novos surtos podem ocorrer. Cada caso é único. Estudos sugerem que cerca de 5% dos pacientes perdem todos os pelos do corpo.

Pode ocorrer a qualquer pessoa, em ambos os sexos ou em qualquer grupo étnico. Crianças e adultos jovens são mais frequentemente afetados, mas pessoas de todas as idades estão suscetíveis. Uma em cada cinco pessoas com alopécia areata tem alguém na família afetado com a doença.

A alopecia areata não possui nenhum outro sintoma além da perda brusca de cabelos, com áreas arredondadas, únicas ou múltiplas, sem demais alterações.

Fatores de risco

Cerca de uma em cada cinco pessoas com alopecia areata apresenta histórico familiar da doença. Ela costuma acontecer com qualquer pessoa, independentemente do gênero e da idade, e parece estar diretamente relacionada a algum evento importante, como trauma, doença ou gravidez. Alta carga de estresse no dia a dia também podem favorecer a ocorrência desse tipo de alopecia. É uma das doenças de pele mais relacionadas com aspectos psicológicos do paciente.

Tratamento

A alopécia areata não tem cura e o seu tratamento depende da gravidade da queda capilar, mas normalmente é feito com injeções e pomadas que são aplicadas no couro cabeludo. As causas dessa doença são desconhecidas, mas essa doença parece estar ligada a fatores genéticos e doenças autoimunes, como vitiligo.

 

Alopecia Androgenética:

Se você é homem e tem calvície, é quase certo que essa seja a causa – e se é mulher, também não está imune. Estima-se que até 70% dos homens e 40% das mulheres serão afetados pela alopecia androgenética (ou androgênica) em algum momento da vida, e as chances de manifestá-la aumentam com a idade.

Alopecia androgenética, ou calvície, é uma forma de queda de cabelos geneticamente determinada. É relativamente frequente na população. Homens e mulheres podem ser acometidos pelo problema, que apesar de se iniciar na adolescência, só é aparente após algum tempo, por volta dos 40 ou 50 anos. A doença se desenvolve desde a adolescência, quando o estímulo hormonal aparece e faz com que, em cada ciclo do cabelo, os fios venham progressivamente mais finos.

A queixa mais frequente na alopecia androgenética é a de afinamento dos fios. Os cabelos ficam ralos e, progressivamente, o couro cabeludo mais aberto. Nas mulheres, a região central é mais acometida, pode haver associação com irregularidade menstrual, acne, obesidade e aumento de pelos no corpo. Porém, em geral, são sintomas discretos. Nos homens, as áreas mais abertas são a coroa e a região frontal (entradas).

Tratamento:

A alopecia androgenética, como o próprio nome indica, é fortemente determinada pelo perfil genético – o que significa que a tendência à calvície permanece por toda a vida. O que os tratamentos disponíveis atualmente fazem é minimizar, atrasar ou interromper a manifestação dessa tendência.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia

 

 

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Comentários (1)
Robson Silva Miranda2017 November 9Reply
Qual o nome da pomada?

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