Entenda o que pode causar queda de cabelo

Entenda o que pode causar queda de cabelo
1 17 dezembro 2018

O cabelo ficar mais ralo não é exatamente um doença, é, na verdade, um sintoma – tanto de doenças que atacam só o couro cabeludo quanto dos que também agridem outras partes do corpo.

Perder cabelo é normal. Cerca de 50 a 100 fios de cabelo caem da cabeça de todas as pessoas diariamente – o que não é muita coisa comparada aos mais de 100 mil fios sobre nosso couro cabeludo

Conforme vamos envelhecendo, nossos fios de cabelo vão se tornando cada vez mais finos e rarefeitos. No entanto, muitas pessoas apresentam uma perda de cabelos mais acentuada, o que pode ser um sinal de algum problema de saúde mais grave. Mas, mesmo em casos muito acentuados, aqueles que sofrem com perda dos cabelos não têm motivo para pânico: esse quadro não leva à calvície, pois todos os cabelos que caem serão repostos por novos fios.

A maioria dos problemas com cabelo surge em virtude do envelhecimento e de uma predisposição hereditária à alopécia androgenética – que atinge os dois sexos e é ocasionada pela conversão de altas doses de testosterona em di-hidrotestosterona, molécula que fragiliza os fios. Porém, isso não justifica menosprezar a perda de cabelo ou tratá-la como uma questão puramente estética, em especial se vier acompanhada de outras alterações.

1. Excesso de estresse

Uma das principais causas de queda de cabelo é o excesso de estresse, tanto físico como mental. Isso acontece porque o choque do estresse, após um acidente de trânsito ou após o diagnóstico de uma doença grave, por exemplo, pode trocar o ciclo dos fios do cabelo, fazendo-os cair.

Em outros casos, o estresse pode não ser a causa principal da queda de cabelo, mas pode piorar a perda de cabelos que já exista por outro motivo. Conheças as principais consequências do estresse.

  • O que fazer: é aconselhado tentar reduzir a carga de estresse, participando em atividades de lazer, não apenas para tratar a queda de cabelo, mas também para garantir uma melhor qualidade de vida e evitar outros problemas mais graves que podem surgir com o tempo, como intestino irritável ou depressão.

 

2. Excesso de vitamina A ou B

Embora seja relativamente raro, a presença excessiva de vitaminas A ou do complexo B no corpo pode contribuir para a queda de cabelo. Esta situação é mais frequente em pessoas que estão tomando suplementos com algum destes tipos de vitaminas por muito tempo.

  • O que fazer: deve-se utilizar os suplementos alimentares apenas com orientação de um médico ou nutricionista, para evitar atingir as doses máximas recomendadas. Caso exista suspeita de excesso destas vitaminas, deve-se parar o suplemento e consultar um médico.

 

3. Gravidez

A queda de cabelo é relativamente comum em mulheres após o parto, não só devido às alterações hormonais que continuam a acontecer no organismo, mas também pelo estresse do parto. Geralmente, esta queda de cabelo surge nos primeiros 3 meses após o parto e pode durar até 2 meses.

Embora seja mais raro, a queda de cabelo também pode surgir durante a gestação, parecendo estar relacionada com o aumento do hormônio progesterona que pode ressecar o cabelo, deixando-o mais fraco e quebradiço.

  • O que fazer: o ideal é evitar ficar estressada pela queda de cabelo, pois é um processo natural, que irá melhorar com o tempo.

 

4. Alterações hormonais

Assim como durante ou após a gravidez, as alterações hormonais são uma importante causa de queda de cabelo e podem acontecer em vários momentos da vida, especialmente durante a adolescência. Além disso, mulheres que trocam de pílula ou que começam um novo método anticoncepcional hormonal também podem apresentar queda de cabelo temporária.

  • O que fazer: caso se esteja tendo uma queda de cabelo muito intensa, deve-se consultar um dermatologista ou, caso se esteja tomando um anticoncepcional, falar com o ginecologista para avaliar a possibilidade de trocar o método.

 

5. Uso de antidepressivos e outros remédios

Algumas classes de medicamentos, como os antidepressivos, os anticoagulantes ou os remédios para pressão alta podem ter o efeito colateral de contribuir para a queda de cabelo, especialmente no início do tratamento ou quando já estão sendo utilizados por muito tempo. Outros remédios que podem ter este tipo de efeito incluem o metotrexato, o lítio e o ibuprofeno, por exemplo.

  • O que fazer: se existir suspeitas de que a queda de cabelo está sendo prejudicada pelo uso de algum remédio, deve-se informar o médico que o receitou, avaliando a possibilidade de trocar para outro medicamento.

 

6. Anemia

Além de cansaço excessivo e palidez, a anemia também pode causar a queda de cabelo, já que os fios recebem menos sangue, nutrientes e oxigênio, tornando-se mais fracos e quebradiços. Geralmente, a anemia é causada pela falta de ferro, mas também pode surgir por outros fatores, como a diminuição de vitamina B12 no organismo.

  • O que fazer: na maior parte dos casos, a anemia surge por falta de ferro e, por isso, a primeira forma de tratamento consiste no uso de suplementos de ferro assim como o aumento da ingestão de alimentos com ferro, como carne vermelha, mexilhão, salsa ou feijão branco.

 

7. Hipotireoidismo

O hipotireoidismo acontece quando a tireoide não está funcionando corretamente e, por isso, existem vários tipos de hormônios que não são produzidos corretamente ou em quantidade suficiente. Alguns desses hormônios são muito importantes para o metabolismo e crescimento dos fios de cabelo e, por isso, quando estão em falta podem ser a causa da queda de cabelo.

  • O que fazer: caso se suspeita de uma alteração no funcionamento da tireoide deve-se consultar um endocrinologista para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, que normalmente é feito com a suplementação de iodo.

 

8. Cigarro

Está aí outra encrenca que o tabagismo traz na bagagem – e olha que a lista é longa. Pois aquela mesma pesquisa coreana mostra que homens fumantes também correm um risco maior de sofrer com o desmatamento capilar. Acredita-se que as substâncias tóxicas do cigarro enfraquecem as mechas. Como na síndrome metabólica, anos e anos tragando e soltando fumaça levam a uma degeneração dos vasinhos que abastecem as extremidades do corpo – caso do couro cabeludo.

 

9. Sífilis

Em seis anos, o número de casos dessa infecção sexualmente transmissível cresceu 603% no estado de São Paulo. E, se a bactéria Treponema pallidum gera feridas nos órgãos sexuais logo após invadir seu organismo, passadas algumas semanas ela pode suscitar manchas na pele e queda de cabelo. A alopécia não é uma consequência frequente. Entretanto, a recente disseminação da moléstia fará mais gente se queixar do sintoma. Quem diria que camisinha preserva até as madeixas.

 

10. Ovário Policístico

Lembra que altas taxas de testosterona favorecem a alopécia androgenética? Pois o hormônio masculino é produzido em larga escala nas mulheres que sofrem com a formação de cistos nos ovários. O excesso da substância ainda desencadeia acne, crescimento de pelos no corpo e ciclo menstrual irregular. Esses sintomas tendem a ser notados antes da queda de cabelo. Estima-se que 20% da população feminina em fase reprodutiva padeça desse distúrbio.

Posted in Blog
Comentários (1)
Silvana BritoDecember 20Reply
Tenho esse problema! Com certeza vou procurar ajuda

Deixe um comentário

Share This

HPD is Stephen Fry proof thanks to caching by WP Super Cache