Hipertensos e a Covid-19: porque o risco é maior?

Hipertensos e a Covid-19: porque o risco é maior?
0 18 maio 2020

A hipertensão é uma doença que atinge cerca de 35% da população brasileira e é um grande fator de risco para a Covid-19. A média de mortalidade da Covid-19 para a população em geral é de cerca de 3%, variando de país para país. Nos portadores de doenças cardiovasculares em geral, a taxa salta para 10,5%. Isso porque o cardiopata possui um endurecimento das artérias e outras alterações que comprometem o fluxo sanguíneo para o pulmão. Uma circulação comprometida também dificulta a chegada de anticorpos e células de defesa nos locais atingidos por infecções.

Além dos hipertensos, entram na lista de atenção extra indivíduos que já tiveram infarto ou derrame, possuem obstruções nas artérias, insuficiência cardíaca, placas de ateroma ou outros males no peito.

Deve-se suspender o remédio para pressão alta?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia e a Sociedade Brasileira de Hipertensão, não se deve suspender e o tratamento usual deve permanecer. Recomenda-se que o manejo do paciente hipertenso, com insuficiência cardíaca ou diabetes Mellitus permaneça o mesmo, porém com uma atenção especial devido ao fato de que esses constituem um grupo de risco para desfechos graves relacionados à infecção pelo coronavírus.

Cuidados para pessoas com hipertensão e outras doenças cardiovasculares

A SBC divulgou recentemente uma diretriz com recomendações especificas sobre como proteger pacientes cardíacos do Sars-Cov-2 e atender casos suspeitos de infecção. Veja alguns pontos:

  • Intensificar medidas de prevenção, como a lavagem constante de mãos e o distanciamento social;
  • Manter rigorosamente uma rotina saudável. Alimente-se bem, tenha um sono regular, faça exercício de maneira moderada (cuidado com as academias e esportes coletivos!) e evite cigarro e álcool;
  • Priorizar cuidados e tratamentos para o novo coronavírus de acordo com a presença ou não de doença cardiovascular;
  • Incluir o cardiologista no time de cuidados dos pacientes críticos;
  • Monitorar com exames a saúde cardíaca de casos confirmados ou suspeitos com sintomas.

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