Ortopedista do Porto Dias alerta para risco de fratura do fêmur em idosos

Ortopedista do Porto Dias alerta para risco de fratura do fêmur em idosos
3 2 agosto 2018

O envelhecimento da população é um fenômeno mundial que ocorre de forma ainda mais acentuada em países em desenvolvimento, a exemplo do Brasil. De acordo com projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um em cada quatro brasileiros terá 65 anos ou mais em 2060, o correspondente a 58,2 milhões de pessoas, 25,5% do total da população brasileira.

Naturalmente, com o aumento da expectativa de vida, as doenças típicas da terceira idade acabam se tornando cada vez mais frequentes. Dentre as ocorrências mais comuns nas pessoas idosas estão as quedas. A fraqueza natural dos ossos causada pelo envelhecimento, a dificuldade para se manter equilibrado e a perda de força muscular favorecem a queda dos idosos.

Porém, esses não são os únicos culpados pelas frequentes quedas na população idosa. De acordo com Dr. Jean Klay, ortopedista do Hospital Porto Dias, 90% das quedas ocorrem dentro de casa, geralmente por não haver um planejamento maior para os moradores idosos, que necessitam de maior atenção em seus percursos. “A casa do idoso é uma casa que precisa ser preparada para que o risco de queda seja o menor possível. Das quedas que ocorrem em casa, cerca de 60 a 70% ocorrem no trajeto quarto-banheiro. Deve-se evitar tapetes, animais de estimação, a casa deve ser bem iluminada, o interruptor de luz deve ser da altura da mão do idoso, o piso deve ser antiderrapante, o banheiro deve ter barras de apoio próximo ao vaso sanitário e no box. Mas o fato é que os idosos caem, e das quedas estima-se que 30% acabam culminando em fraturas”, explica o ortopedista.

As fraturas mais comuns são ao nível do punho, do ombro e ao nível do quadril. Contudo, as fraturas de quadril são as que mais preocupam, pois elas têm um nível de mortalidade alto, que chega próximo de 30% até um ano após a fratura. São as fraturas do fêmur, que tem consequências graves para os idosos.  “Do ponto de vista funcional, estima-se que apenas 50% dos pacientes que tenham fratura de fêmur voltem a ter aquela condição prévia à fratura em relação à sua independência. São fraturas que têm um alto índice de mortalidade e que também acabam tendo um alto índice de morbidade, porque elas impactam bastante na função do paciente”, esclarece Dr. Jean Klay. Muitos idosos acabam tornando-se restritos ao leito ou à cadeira de rodas, alguns passam a necessitar de dispositivos para auxiliar na locomoção ou de cuidadores.

Devido à sua grande e crescente incidência, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já considera as fraturas do fêmur como um importante problema de saúde pública, não apenas em países desenvolvidos, como também naqueles em desenvolvimento. No Brasil, a estimativa é de 100 mil casos de fraturas de quadril ao ano. Atualmente, o Hospital Porto Dias atende, anualmente, cerca de 150 casos de idosos com fraturas do fêmur.

Para atender aos pacientes com traumas, o Hospital Porto Dias conta com o Time de Alta Performance em Ortopedia (T.A.P.O.), uma equipe multidisciplinar, composta por profissionais especializados a disposição dos pacientes da ortopedia. Os pacientes são tratados de forma ágil e integral, favorecendo sua plena recuperação e diminuindo as taxas de complicações. O especialista explica que a equipe conta com “ortopedista, geriatra, infectologista, clínico, fonoaudiólogo, nutricionista, psicólogo, assistente social, fisioterapeuta, enfermeiro, há toda uma equipe à disposição do paciente. Hoje, mais de 90% dos pacientes que chegam ao hospital são operados no dia seguinte, pois a agilidade no tratamento do paciente impacta muito no resultado final, principalmente quando falamos em termos de mortalidade”, afirma o ortopedista.

Mesmo com os avanços no tratamento, a prevenção das fraturas ainda é o melhor caminho. Como explica o Dr. Jean Klay: “A maior prevenção que os idosos podem ter são as mudanças dentro do seu ambiente, dentro de suas casas. Além disso, uma alimentação adequada, atividade física regular, que ajuda na qualidade e no equilíbrio do osso. A osteoporose também tem ligação direta, pois quanto mais fraco o osso, maior o risco de ele quebrar. E como se controla isso? Fazendo o acompanhamento médico regular, tomando banho de sol, alimentação adequada e atividade física regular”, alerta.

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Comentários (3)
rosinei de sousa moreira baia - tec em radiologia medica e filho de uma idosa que 82 anosAugust 18Reply
muito objetivo a materia, pois trata de uma orientação as pessoas que possuem idosos em casa, levando-os a terem mais cuidados para que evitem o maximo de risco queda. parabens
vanderle salesAugust 20Reply
minha sogra de 80 anos ja esta a mais de 10 dias internada no HSM com fratura no femur e na bacia , e ainda nao ha previsao de alta ou operarem ela , se eu soubesse de toda essa estrutura do porto dias teria levado ela para ai,
Alessandro SenaSeptember 19Reply
Excelente equipe. Tem 1 ano e 4 meses que fraturei 4 metatarsos do pé e fui muito bem atendido. Tive problemas com o plano de saúde, pois estava em atraso, paguei na mesma hora e o hospital se encarregou de negociar a liberação do atendimento junto ao plano, mas fiquei sabendo disso somente no outro dia, pois não queriam me deixar preocupado. Acomodações tão boas que acho até um exagero(melhor que quarto de hotel). Fiz a cirurgia e hj estou 100%. Isso é humanização!!