Os perigos da Covid-19 para os diabéticos

Os perigos da Covid-19 para os diabéticos
0 15 junho 2020

O diabetes é uma das comorbidades mais associadas ao desenvolvimento dos casos graves de SARS-CoV-2. Os pacientes com diabetes têm um risco aumentado de complicações graves, incluindo síndrome do desconforto respiratório do adulto e falência de múltiplos órgãos, além de pneumonia grave e sepse devido a infecções virais e ocorre em cerca de 20% dos pacientes. Evidências de observações epidemiológicas em regiões fortemente afetadas pelo SARS-CoV-2 e relatórios dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) mostraram que o risco de um resultado fatal da Covid-19 é de até 50 % mais alto em pacientes com diabetes do que naqueles que não têm a enfermidade.

Existem várias hipóteses para explicar o aumento da incidência e gravidade da infecção por Covid -19 em pacientes com diabetes. Em geral, indivíduos com todas as formas de diabetes têm maior risco de infecção devido a defeitos na imunidade inata que afetam a fagocitose, quimiotaxia de neutrófilos e imunidade mediada por células.

É importante salientar que as pessoas com diabetes não têm maior probabilidade de contrair Covid-19. O que problema que elas enfrentam é, principalmente, relacionado a gravidade e intensidade da doença. Além disso, quanto mais condições pré-existentes de saúde alguém tem, a exemplo de doenças cardíacas, maior a chance de complicações graves.

Porém, se a diabetes for controlada, o risco da doença se agravar é quase o mesmo que a população em geral. Já quando o problema não é bem controlado e os indivíduos possuem açúcar no sangue flutuante, correm o risco de sofrer uma série de complicações relacionadas porque a capacidade do corpo de combater uma infecção no diabético está comprometida.

As infecções virais podem aumentar a inflamação ou inchaço interno em pessoas com diabetes. Isso também é causado por açúcar no sangue acima da meta e ambos podem contribuir para complicações mais graves. Quando doentes com uma infecção viral, esses pacientes enfrentam um risco aumentado de cetoacidose diabética (CAD), que pode tornar difícil gerenciar a ingestão de líquidos e diminuir os níveis de eletrólitos, fundamentais no gerenciamento da sepse (infecções).

É necessário que os pacientes diabéticos fiquem mais atentos quanto aos sintomas, e em qualquer alteração de febre, cansaço com atividades corriqueiras, queda da oxigenação e elevação da pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória, devem procurar imediatamente a Emergência de um hospital ou o seu médico para uma avaliação.

Deixe um comentário