Palestra no HPD debate sobre o Zica Vírus

Palestra no HPD debate sobre o Zica Vírus
0 17 fevereiro 2016

No dia 17 de Fevereiro, foi realizada, no Hospital Porto Dias, uma palestra ministrada pela Profa. Dra. Rita Medeiros – Infectologista e Diretora Clínica do Hospital Porto Dias. A palestra reuniu profissionais da área de saúde para debater sobre o Zica vírus, seus mitos, verdades e diferenças com o Chikungunya e a Dengue.

Desde que a epidemia do Zica começou a se expandir, todo o país tem ficado em alerta a respeito desse vírus que, mesmo sendo mais brando que a dengue, também precisa de atenção especial. “Apesar da dengue ser uma enfermidade mais perigosa, o Zica pode ter complicações de formas neurológicas, com alguns tipos de paralisias que precisam de toda atenção da equipe de saúde. Há também a associação que vem sendo demonstrada com artigos científicos sobre a má formação em crianças nascidas de mães infectadas com o Zica vírus durante a gravidez”, relatou a infectologista.

A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio de tamanho menor do que o normal. Na maior parte dos casos, a microcefalia é transmitida através de infecções adquiridas pela mãe, especialmente no primeiro trimestre de gravidez, que é quando o cérebro do bebê está sendo formado. Não há como reverter a microcefalia com medicamentos ou outros tratamentos específicos.

Segundo a infectologista, o tempo apropriado para que uma mulher engravide após ser infectada com o Zica vírus ainda não pode ser definido. “O tempo de pós-infecção no qual teria risco de transmissão para o bebê ainda não pode ser totalmente fechado. Ainda não sabemos o tempo ideal em que a mulher está em segurança para engravidar apos ter contraído o vírus. A recomendação é aguardar e adiar um pouco a gravidez”, afirma.

Os sintomas do Zika vírus são semelhantes aos da dengue. Porém, por ser um vírus mais fraco, tendem a desaparecer entre 4 e 7 dias. Inicialmente, os sintomas podem ser confundidos com uma gripe, provocando febre, dor nas articulações, dor muscular, dor de cabeça, sensibilidade nos olhos, manchas vermelhas, cansaço físico e mental. A ida ao médico para confirmar a doença jamais deve ser descartada.

A estimativa da quantidade de casos de Zica vírus no Pará é incerta. “O Zica não era de notificação obrigatória e a maioria das pessoas infectadas acabam não apresentando sintomas”, explica a Dra Rita Medeiros. De acordo com a médica, boa parte da população já se infectou ou irá se infectar sem apresentar sintomas. Em torno de 80% das pessoas não apresentam sintomas.

O tratamento para o Zika é apenas paliativo, de suporte e de correção de sequelas. Logo, é preciso diminuir a incidência do mosquito transmissor.

 

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