Os riscos da covid-19 em pessoas jovens

0 1 julho 2020

As mortes de pessoas jovens pela covid-19 não são raras. E assustam. Mas o que faz uma pessoa jovem e saudável morrer por culpa do coronavírus? Existem várias razões: exposição a uma grande carga viral, predisposição genética, alguma fraqueza no sistema imunológico que teria passado despercebida, patologias desconhecidas. A idade é um fator de risco muito importante e certamente as pessoas idosas têm muito mais riscos.

As estatísticas na China mostraram isso e foram confirmadas onde o coronavírus se espalhou. Na Itália, um artigo publicado na revista The Lancet explica que a média de idade dos mortos era de 81 anos e mais de dois terços tinham diabetes, doenças cardiovasculares ou câncer, ou eram ex-fumantes. 14,1% tinham mais de 90 anos; 42,2%, entre 80 e 89 anos; 32,4%, entre 70 e 79; 8,4%, entre 60 e 69, e 2,8%, entre 50 e 59 anos. No país transalpino, na faixa abaixo de 50 anos as mortes são pouco numerosas e não há nenhuma na faixa abaixo de 30 anos. Isso não significa que isso não possa ocorrer, inclusive em crianças, embora tampouco tenham acontecido.

entre as pessoas de 30 a 50 anos, essa taxa de mortalidade é de 0,1%. Nesse décimo de ponto, a grande maioria são pessoas com patologias. De fato, um estu

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0 19 junho 2020

Com o avanço do Covid-19 no Brasil, a variedade de exames para detectar a doença também vem crescendo a cada dia. Para ajudar você a conseguir identificar qual teste deve fazer e em qual estágio da doença, preparamos esse post com todos as orientações sobre os exames disponíveis atualmente.

Teste rápido – IgG-IgM

É um tipo de testagem imunológica – feita a partir de secreção nasal e de garganta ou sangue – que tem por finalidade encontrar, no corpo humano, anticorpos específicos para o vírus. Também é um exame que não necessita de um laboratório para ser feito. O resultado sai entre 10 e 30 minutos. 
Com ele, é possível detectar a parcela da população que já teve contato com o vírus e se tornou imune ou foi assintomática, auxiliando o processo de mapeamento. Contudo, não tem função de diagnóstico, como esclarecido pela própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Como funciona?

A partir do procedimento denominado imunocromatográfico, o exame detecta a quantidade de dois anticorpos (o IgG e o IgM) que o organismo produz quando entra

0 15 junho 2020

O diabetes é uma das comorbidades mais associadas ao desenvolvimento dos casos graves de SARS-CoV-2. Os pacientes com diabetes têm um risco aumentado de complicações graves, incluindo síndrome do desconforto respiratório do adulto e falência de múltiplos órgãos, além de pneumonia grave e sepse devido a infecções virais e ocorre em cerca de 20% dos pacientes. Evidências de observações epidemiológicas em regiões fortemente afetadas pelo SARS-CoV-2 e relatórios dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) mostraram que o risco de um resultado fatal da Covid-19 é de até 50 % mais alto em pacientes com diabetes do que naqueles que não têm a enfermidade.

Existem várias hipóteses para explicar o aumento da incidência e gravidade da infecção por Covid -19 em pacientes com diabetes. Em geral, indivíduos com todas as formas de diabetes têm maior risco de infecção devido a defeitos na imunidade inata que afetam a fagocitose, quimiotaxia de neutrófilos e imunidade mediada por células.

É importante salientar que as pessoas com diabetes não têm maior probabilidade de contrair Covid-19. O que problema que elas enfrentam é, principalmente, relacionado a gravidade e intensidade da doença. Além disso, quanto mais condi

0 10 junho 2020

De acordo com recentes estudos desenvolvidos na China, os sintomas gastrointestinais estão presentes em 45% dos pacientes diagnosticados com Covid-19. São sintomas como náusea, vômito, diarreia, dores abdominais e falta de apetite.

A inflamação aguda do organismo provocada pela Covid-19 pode ser a causadora da falta de apetite, enquanto a náusea, vômito e diarreia ocorrem porque o vírus prefere atacar células que possuem um receptor de membrana chamado ECA2, que permite que o vírus entre nelas. E esse tipo de receptor está localizado em muitas células do trato digestivo (esôfago, estômago, intestino).

A Covid-19 é também uma doença que necessita do uso de um conjunto de medicamentos, e essa junção pode ocasionar sintomas gastrointestinais, já que as medicações podem agredir os órgãos do trato digestivo, causando, por exemplo, alterações na flora intestinal.

Para fazer a relação entre os sintomas gastrointestinais e a Covid-19, deve-se observar o estado geral de saúde e verificar se já havia um quadro gastrointestinal prévio ou se essa situação é nova e se houve algum possível fator desencadeante, como a ingestão de um alimento diferente.

0 8 junho 2020

Atualmente, mais de 1,5 milhão de pessoas já podem ser consideradas recuperadas da covid-19 em todo o mundo. A doença se espalhou por mais de 180 países de todos os continentes e foi declarada uma pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 11 de março. Você sabe quando um paciente com covid-19 pode ser considerado recuperado da doença?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera, no caso dos doentes confirmados por critério laboratorial, que estão recuperados aqueles que tiveram dois resultados negativos com pelo menos um dia de intervalo. Já nos casos leves de covid-19, a OMS estima que o tempo entre o início da infecção e a recuperação dure até 14 dias.  

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, o número de recuperados considera os dois critérios da OMS. De um lado, entram na conta pacientes com infecções mais graves que foram internados e passam por novos testes para identificar se o vírus continua ativo no organismo. Do outro, estão os pacientes com casos leves, que entram na conta de recuperados quando não apresentam mais os sintomas após 14 dias do início da infecção.

As autoridades sanitárias do país consi

0 29 maio 2020

A fisioterapia atua em vários âmbitos. A fisioterapia motora é a mais conhecida, restaurando a perda funcional, reduzindo incapacidades e aprimorando a funcionalidade do paciente. Porém, existe também a fisioterapia respiratória, que possui importante papel tanto no tratamento como na recuperação de enfermidades causadas pela Covid-19, doença que em casos mais grave afeta diretamente o pulmão, com sintomas ligados à perda de capacidade respiratória.

Os exercícios realizados pelos fisioterapeutas para recuperar a capacidade respiratória são usados em períodos de internação em unidades de tratamento intensivo (UTI), mas podem ser importantes mesmo nas situações em que a pessoa se tratou em casa. Os fisioterapeutas são um dos profissionais da saúde que tem trabalhado incansavelmente na linha de frente no combate à pandemia da Covid-19.

Entendendo melhor sobre a fisioterapia respiratória

A fisioterapia respiratória contribui para prevenir e tratar vários aspectos das desordens respiratórias, como obstrução do fluxo aéreo, retenção de secreção, alterações da função ventilatória, dispneia, melhorar a oxigenação do sangue, promover reexpansão pulmon

0 26 maio 2020

Muitos países, após passarem pelo pico de contaminação, já estão começando a retornar suas atividades comerciais e sociais. Aqui no Brasil, os casos ainda estão crescendo, porém alguns estados já começam a pensar em uma flexibilização do isolamento social. No Pará, com o fim do lockdown, as ruas já estão começando a ficar mais cheias e um fluxo bem maior de pessoas vem sendo visto, além do retorno ao trabalho em alguns setores. Porém, até o momento, o distanciamento social se mostrou uma das principais medidas de proteção contra a COVID-19. Então como retornar as atividades com mais segurança?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda cautela no relaxamento do isolamento social e de outras restrições à movimentação das pessoas até que as transmissões estejam controladas.  

Quais cuidados devo tomar no transporte público?

É importante lembrar que a recomendação ainda é ficar em casa. Caso precise retornar ao trabalho ou precise sair de casa, atente-se às recomendações::

  • Utilize máscara;
  • Evite transportes coletivos lotados;
  • Em táxis, sentar-se
0 22 maio 2020

A convite da OMS, um grupo de especialistas em saúde pública fez uma análise de estudos já publicados em relação à covid-19 e ao tabagismo, onde foi constatado que os fumantes possuem maior probabilidade de desenvolver as doenças graves e as complicações da infecção de maneira mais grave em comparação com os não fumantes, incluindo um maior risco de óbito.

O tabaco é responsável por diferentes tipos de inflamações em nosso corpo, e prejudica os mecanismos de defesa do organismo, de acordo com o INCA. Assim, os fumantes têm maior risco de infecções por vírus, bactérias e fungos e são acometidos com maior frequência por infecções como sinusites, traqueobronquites, pneumonias e tuberculose. Devido a um possível comprometimento da capacidade pulmonar, o fumante possui mais chances de desenvolver sintomas graves da doença.

O Brasil é um país que já alcançou enormes avanços em relação ao controle do tabagismo através de leis nacionais de fumo em ambiente fechado, e ter o tratamento já disponibilizado na atenção básica. Porém, ainda temos uma grande população de fumantes no país. Então o controle torna-se cada vez mais importante não somente porque o tabagismo é um importante fator de risco para DCNTs, mas pe

0 22 maio 2020

Dúvidas, medos, incertezas, tédio, falta de perspectiva. Esses são alguns sentimentos bem comuns em tempos de pandemia e é normal que eles apareçam, afinal a situação de toda a população mundial é nova e surgiu como uma surpresa. Porém, esses sentimentos afetam diretamente nossa saúde e bem-estar, e é preciso controlá-los para manter um equilíbrio físico e emocional.

Você sabia que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é líder em volume de pessoas ansiosas do mundo, com 18,6 milhões de brasileiros. Isso representa cerca de 10% da população convivendo com a ansiedade. E isso tudo pode se agravar mais ainda com a pandemia e o isolamento.

Entender que o medo é uma reação natural ao desconhecido é essencial. Ele é a nossa defesa instintiva frente às ameaças vivenciados em nosso cotidiano. Estar passando por uma pandemia pode despertar sensações de desamparo, que pode atenuar o medo e a insegurança em frente ao casos de adoecimento coletivos. E o que fazer? O melhor antídoto para tais situações é o conhecimento. A utilização de fontes de informação confiáveis é um meio de tranquilização. É necessário, também, não se deixar bombardear pelo fluxo contínuo de dados que chegam até nó

0 21 maio 2020

A vitamina D possui função primordial no equilíbrio de diferentes órgãos e funções do nosso organismo, principalmente no metabolismo do cálcio. Ela também regula nossa imunidade, age no controle de inflamações e da pressão arterial e pode ajudar a evitar doenças crônicas como diabetes, esclerose múltipla, câncer, depressão e doenças autoimunes. Apesar de estar presente em diversos alimentos, como óleo de fígado de bacalhau, bife de fígado, gema de ovo, peixes (atum, sardinha, salmão), cogumelos, ostras e leite, as fontes alimentares respondem por apenas 10 a 20% da vitamina D necessária para os seres humanos, sendo o restante sintetizado pela pele quando exposta ao sol.

Desde o surgimento da pandemia do Coronavírus, essa vitamina vêm sendo bastante discutida. Na Itália, médicos relataram que pacientes hospitalizados pela Covid-19 apresentavam taxas baixas de Vitamina D e sugeriram que a adequação dos níveis seria um reforço na proteção e no tratamento contra a doença. Porém, até o momento ainda não há comprovação científica e não há um consenso sobre o uso da vitamina D com função preventiva ou terapêutica diante da doença.

Ainda assim, muitas pessoas têm optado pelo uso de suplementação por conta pró